Topologia

Como a planta óptica é representada — de OLT a ONU — e por que a CTO e a porta PON contam histórias diferentes.

A topologia é a representação da planta dentro da plataforma. Todo o resto se apoia nela: o estado de uma ONU só vira diagnóstico quando se sabe em que porta e em que caixa ela está, e uma queda só vira massiva quando várias quedas compartilham um ponto da árvore.

A hierarquia

São quatro níveis na árvore da rede, da cabeceira até a casa do assinante:

OLT → placa → porta PON → ONU

A CTO não é um degrau dessa cadeia: é a referência física da mesma ONU, e é por isso que ela e a porta PON podem discordar — assunto da seção adiante. Ela aparece na tabela abaixo ao lado dos quatro níveis porque também tem lista e tela de detalhe próprias.

Cada nível tem uma lista e uma tela de detalhe, e o detalhe de um nível lista os filhos dele. Abrir uma OLT mostra as placas dela; abrir uma placa mostra as portas; abrir uma porta mostra as ONUs que respondem nela. A descida até o equipamento do assinante é feita por navegação, sem que ninguém precise saber de cor a numeração de nada.

O caminho inverso é o que interessa no diagnóstico. Da ONU se chega à porta, à placa e à OLT; da porta se sabe quantas outras ONUs dividem a mesma árvore. É essa cadeia que separa “um cliente caiu” de “uma porta caiu” — a mesma distinção que, feita no terminal, exige comparar saídas na mão.

O que se vê em cada nível

NívelO que a lista mostraO que o detalhe acrescenta
OLTas OLTs da planta, com o estado de cada umaa saúde do equipamento — CPU, memória, temperatura e tráfego de uplink — e as placas
Placaas placas de uma OLTas portas PON da placa
Porta PONas portas de uma placaas ONUs que respondem na porta e o sinal agregado dela
CTOas CTOs da plantao endereço, a posição no mapa e as ONUs ligadas à caixa
ONUas ONUs, com o estado corrente de cada umao assinante vinculado, o sinal RX e TX com histórico, e os eventos de indisponibilidade

A tabela deixa visível uma assimetria útil: as listas respondem “o que existe” e os detalhes respondem “como está”. Quem está de plantão vive nas listas; quem está diagnosticando desce para o detalhe.

CTO e porta PON não são a mesma coisa

As duas dizem onde o assinante está, e vêm de origens diferentes.

A porta PON vem da rede. A OLT sabe em que porta cada ONU responde e informa isso sozinha: ninguém digita essa relação, e ela não depende de cadastro para estar certa. É um dado lido, não declarado.

A CTO é física. Tem endereço, tem posição no mapa e é para lá que o técnico se desloca. Essa informação não vem da rede: alguém a cadastrou.

Um assinante pertence às duas. Enquanto elas concordam, tanto faz por qual se olha. Quando discordam — a ONU responde numa porta e o cadastro a coloca numa CTO que não é atendida por aquela porta — o cadastro está errado em algum ponto, e o erro não se anuncia sozinho.

A consequência aparece justamente no dia em que a informação importa. Uma massiva agrupada por CTO aponta para a caixa errada. O filtro do mapa esconde o assinante que deveria mostrar. O técnico é despachado para um poste onde não há nada a fazer. É por isso que existe um relatório de divergência CTO/PON: ele lista as ONUs cujas duas referências não fecham, para que a correção seja feita antes e não durante um incidente. Ver Relatórios.

Clientes e etiquetas

O assinante é vinculado à ONU. É esse vínculo que faz a leitura da rede virar informação de atendimento: uma queda deixa de ser um identificador de equipamento e passa a ter um nome do outro lado. Quando o equipamento é trocado, o vínculo e o histórico acompanham o assinante — ver Provisionamento.

Etiquetas agrupam equipamentos por um critério que o provedor define. A plataforma não impõe significado a elas: uma etiqueta pode marcar a área de um contrato de manutenção, o lote de um fornecedor, a fase de uma migração ou qualquer recorte que a operação use no dia a dia e que a hierarquia não expresse.

A diferença entre os dois agrupamentos é o ponto. A hierarquia é uma árvore: cada equipamento tem um caminho só até a raiz, e esse caminho é ditado pela rede. A etiqueta atravessa a árvore e reúne equipamentos que estão em ramos diferentes, por um motivo que só o provedor conhece. As duas convivem, e a consulta que combina as duas — “as ONUs desta OLT que estão na etiqueta da migração” — é a que costuma faltar quando só existe a árvore.

Por onde continuar

  • Monitoramento — o estado e o sinal que preenchem cada nível da hierarquia.
  • Mapa da rede — a mesma planta vista pela geografia, onde a CTO é o objeto central.

Atualizado em 06 de setembro de 2026